Após críticas à questão sobre dialeto de travestis, ministro reconhece que Enem

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Rafa!
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Mensagem 8/11/18, 13:06


Após críticas à questão sobre dialeto de travestis, ministro reconhece que Enem ‘tem exageros’

Por conta de questões de gênero e de críticas implícitas ao agronegócio brasileiro, o Exame Nacional do Ensino Médio aplicado no último domingo (04) vem sendo alvo de críticas por parte de estudantes e até mesmo de especialistas.

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“Ideologização não pode ter em escola. Defendo isso seja da direita ou esquerda, de qualquer viés”, completou o ministro


Uma das questões polêmicas trata do “dialeto secreto” dos travestis e gays. Na prova Amarela, a questão de número 31, fala sobre “Acuenda o Pajubá”. A questão exigiu que os candidatos fossem capazes de reconhecer qual a característica necessária para que um patrimônio linguístico de um grupo social possa ser considerado um dialeto.

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Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou que não vê as provas do Enem, mas reconhece que há pontos que não deveriam existir. “Eu não vejo a prova, mas reconheço que tem exageros. Não faria prova assim. Não se precisa trabalhar assim. Por mais que tenha reconhecimento linguístico, poderia usar exemplo que não fosse esse”, disse após ser questionado sobre a questão 31. “Ideologização não pode ter em escola. Defendo isso seja da direita ou esquerda, de qualquer viés”, completou.

O ministro, que foi nomeado pelo governador eleito de São Paulo, João Doria, como próximo secretário da Educação, destacou que a responsabilidade da prova é do MEC através do Inep, e reiterou que o conteúdo deve ser revisto.

“Eu não vejo a prova porque não posso, e acho que nem devo por questão de segurança. Mas o processo precisa ser revisto. Mudar a matriz do Enem a partir da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio é mudar todo o processo. Mudar isso vai ser importante ao Brasil”, explicou.

Rossieli Soares destacou que “o Enem não pode pautar o que os jovens precisam aprender” e para que isso não ocorra é preciso investir na Base Comum Curricular do Ensino Médio. “Enem não pode ser referência ao ensino médio. Brasil não tem ainda a Base Nacional Comum Curricular. Precisa inverter esse polo. É o primeiro grande erro. A gente começou a corrigir isso com a base do ensino fundamental. Ensino médio precisa passar por essa depuração”, disse.

Para ele, a Base Nacional determinaria o que o Enem cobraria dos estudantes, de forma a ser mais justo com os candidatos.

Outro ponto destacado por Rossieli Soares trata da reconstrução do banco de questões. “Tem que ter pluralismo de ideias. Se houver viés que não olhe como forma positiva o agronegócio, por exemplo, que é fundamental ao nosso País, seria viés absolutamente errado. Precisa rever, mas não é só revisão do Enem. Insisto que banco de itens tem anos de construção, questões pré-testadas precisam ser revistas. Procedimento para se chegar a prova precisará ser revisto a luz da base nacional e do país que a gente quer ser”, finalizou.

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Ricardo
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Mensagem 8/11/18, 14:29


A questão tem problema (e não é sobre a questão LGBT).

Está mal formulada e ignora conceitos básicos. O termo dialeto está empregado de forma equivocada (este termo está ligado a questões geográficas, o que não é o caso). Neste sentido, o ideal seria o uso de socioleto.

Para piorar um pouco, a questão pede uma resposta da perspectiva do usuário, mas qual usuário? A questão permanece em aberta por ser mal formulada.
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RockyRei
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Mensagem 8/11/18, 15:02


Qual foi o gabarito?

Eu iria de B= ter palavras diferentes de uma linguagem secreta.

99% das pessoas desconhece essa história, mas o Enem quer dizer o contrário.

Sim, só na cabeça dos que fizeram a prova.

As comunidades "alternativas" podem fazer o que quiserem das suas vidas, mas não vejo razão para aplicar isso num Exame Nacional de Ensino Médio.


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Ricardo
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Mensagem 8/11/18, 15:18


RockyRei, vamos lá.

Desconsiderando o que postei acima (e considerando apenas o que foi apresentado pela questão), temos:

O pajubá foi utilizado apenas como exemplo. O indivíduo não tinha a necessidade de conhecer a linguagem ou pertencer (de alguma forma) à esta comunidade linguística (ressalvas aqui quanto ao termo).

A questão busca saber se o indivíduo (que está fazendo a prova) é capaz de identificar quando determinado conjunto de palavras (seja ele do tipo que for, lgbt, informática, marketing, político e etc) é capaz de passar para a condição de dialeto (uma variante da língua... lembre que no caso do exemplo é um socioleto e não dialeto).

Tendo isto, a resposta que mais se aproximaria é a "C". É preciso que determinado grupo linguística seja registrado em modo formal (pesquisa científica, catálogos, dicionários e etc) para que seja (grosso modo) considerado um dialeto (variante regional de uma dada língua, exemplo: as palavras típicas e o jeito de falar de um baiano, gaúcho, carioca ou paulistano) ou socioleto (uma variante social de uma dada língua, exemplo: pajubá, vocabulário do direito, da direita, da esquerda, da coxinha, do pão com mortadela, do bolsominion e etc).

Enfim, o ENEM não tem função nenhuma de doutrinar nesta questão. Apenas utiliza um exemplo que é polêmico (para uma parcela conservadora população). O trecho citado poderia ser qualquer outro (inclusive da linguagem de "zapzap" que tanto cultuam) e ainda assim a questão teria a mesma finalidade (embora tenha sido mal formulada).
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Rafa!
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Mensagem 8/11/18, 22:44


Este enem deveria ser reformulado ou extinto! Com a péssima qualidade na educação pública, estas provas perde o sentindo de existir!
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